quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Amor




Pouco lúcido para os normais,
Complexo para os simplificados,
Perturbador para os indecisos,
Irracional para o ser humano,
Extasiante para os apaixonados,
Mutável para os sonhadores,
Doloroso para os incrédulos,

Tantas definições de um sentimento para tantos seres distintos.
Tantas visões de um mesmo ardor.

Maravilhoso! Buscar sempre mais definições sobre aquilo que nem sempre se pode sentir na prática.
É dos corações vibrantes que pertencem o sentimento supremo, a realização de ser dois em um.
É o amor o último sobrevivente, o construtor, o eterno vínculo entre sonhos e desejos.

  Não importa quem o sentiu primeiro, nem quem o teve coragem para dizer.
O que importa é que dentro de cada um, por mais estranho ou avulso, mais cético ou perdido, ele resistirá.

E para os destemidos, eis que o amor é uma dádiva, acontece de manhã, perdura pelo longo do dia, de noite ele esfria, para na madrugada ser incandescente como a paixão pela carne, e nessa rotina diária ela reside em cada coração disposto a tentar sempre.

Amar além do tempo e das circunstâncias é para poucos, amar duas, três ou mais vezes é para almas inquietas.
Não amar é tolice

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